Classicismo

Thursday, March 23, 2006

Classicismo



Literatura Classicismo




Formação Típica no Classicismo







Classicismo


Tendência artística e literária que resgata formas e valores greco-romanos da Antiguidade Clássica, especialmente da cultura grega entre os séculos VI a.C. e IV a.C. Essa retomada Classicismo acontece várias vezes ao longo da história ocidental, inclusive na Idade Média. Entretanto é mais intensa do século XIV ao XVI na Itália. Nas artes plásticas, na literatura e no teatro, o classicismo coincide com o Renascimento. No século XVIII, a tendência se repete com o nome de neoclassicismo. Na música erudita adquire características próprias e manifesta-se em meados do século XVIII.O classicismo é profundamente influenciado pelos ideais humanistas, que colocam o homem como centro do Universo. Reproduz o mundo real, mas moldando-o segundo o que é considerado ideal. As obras refletem princípios como harmonia, ordem, lógica, equilíbrio, simetria, objetividade e refinamento. A razão é mais importante que a emoção.As adaptações aos ideais e aos problemas dos novos tempos fazem com que o classicismo não seja mera imitação da Antiguidade. Na época renascentista, por exemplo, a alta burguesia italiana em ascensão, na disputa por luxo e poder com a nobreza, identifica-se com os valores laicos da arte greco-romana.
Música –A música do Renascimento ainda não exibe as características do classicismo. A simplicidade, a emoção contida e a clareza da forma clássica só aparecem nas composições após o barroco, quando as outras artes já vivem o neoclassicismo. A transição da música barroca para a clássica é feita sobretudo por Carl Philipp Emanuel Bach (1714-1788) e Johann Christian Bach (1735-1782), filhos do compositor Johann Sebastian Bach (1685-1750). Os compositores passam a elaborar formas mais desenvolvidas, como a sinfonia e os concertos para instrumentos e orquestra. A sonata é a principal forma musical do período, dando o passo definitivo em direção à música tonal. Tem uma estrutura em três movimentos, com dois temas principais desenvolvidos por meio de variações rítmico-melódicas e da modulação. Nela, os momentos de tensão e relaxamento tornam-se a base da construção formal de obras para instrumento solo e para quarteto de corda, trio e orquestra. Os principais nomes da música clássica são os austríacos Joseph Haydn (1732-1809) e Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).






Classicismo
Século XVI
Momento Histórico: Renascimento / Grandes Navegações
Características:
Antropocentrismo (O homem como centro do universo. "O homem é a medida de todas as coisas")
Imitação da cultura greco-romana (a cultura clássica - greco-romana - é o modelo a ser seguido. São imitadas as formas e os temas)
Mitologia / Paganismo (referências aos elementos da cultura greco-romana. Não há presença de cristianismo nos versos - pelo menos enquanto característica)
"Carpe Diem" (aproveitar o dia. Conceito materialista, pagão, de celebrar a vida)
Razão / Objetividade (busca apresentar o mundo pelos aspectos cognitivos e não emocionais)
Verossimilhança (semelhança com a Verdade. A arte deveria imitar a vida)
Universalismo / Impessoalidade (os temas devem ser tratados de forma genérica e, assim, mais próxima da Verdade)
Versos Decassílabos (o "doce estilo novo" consistia numa forma elegante: versos decassílabos e alexandrinos, rimas perfeitas e formas fixas - soneto, balada, rondó)
Elitismo (arte produzida por e para uma elite antipopular)
Autonomia da arte (com o Renascimento a arte adquiriu independência da Igreja, valorização da forma sobre o tema e, com isso, promoveu o surgimento da noção de autor)
Poesia Épica (à imitação de Homero e Ovídio, o poema épico é retomado como a grande obra literária a ser produzida pelos principais autores)

LEITURA COMPLEMENTARAssim fomos abrindo aqueles mares
Que geração algüa não abriu,
As novas ilhas vendo e os novos ares
Que o generoso Henrique descobriu;
De Mauritânia os montes e lugares,
Terra que Anteu num tempo possuiu,
Deixando à mão esquerda, que à direita
Não há certeza doutra, mas suspeita.
(Luís de Camões)


À medida que a sociedade vai se liberando do amplo domínio da Igreja, a arte vai se voltando mais para a realidade, valorizando o homem e colocando-o como o centro ao redor do qual gira o mundo. Esse antropocentrismo, oposto ao teocentrismo medieval, caracteriza o Renascimento, identificado pela valorização da razão, pelo culto aos valores da Antigüidade Clássica e pelo humanismo.
O Renascimento valoriza sobremaneira a faculdade de conhecimento e a soberania de raciocínio, capazes de conduzir os homens a grandes proezas como as que canta Camões (1524-1580) em Os Lusíadas, a épica das grandes navegações portuguesas, de onde foram extraídos os versos acima. Própria do espírito do Renascimento é a imitação dos clássicos da Antigüidade Grego-Latina. Vem deles o modelo de criação artística, constituindo-se em dogma a determiná-la. Ela seria mais valorizada quanto mais se aproximasse da fiel imitação dos antigos.
Voltar aos clássicos significava renascer pelo reencontro com o padrão legítimo a ser incorporado pelo mundo moderno de então. O patrimônio clássico não havia sido esquecido pela Idade Média; havia sido cristianizado, o que significa uma deformação. No Renascimento, a concepção de que os gregos e os romanos haviam atingido a mais alta realização artística promove uma recondução aos padrões clássicos originais. Imitam-se as normas estéticas de Aristóteles e Horácio e os preceitos retóricos de Cícero e de Quintiliano. Os critérios fundamentais são: ordem, regularidade, precisão formal.
À nova concepção de homem que surge então dá-se o nome de humanismo, entendendo-se por isso o interesse pelo ser humano e a primazia a ele conferida. O homem passa a ser valorizado pela sua capacidade de conhecimento, pela sua possibilidade de voltar-se às coisas do mundo e dominá-las pelo saber. O Renascimento protesta contra o ascetismo medieval — ou seja, o desprezo do corpo e dos interesses não-espirituais do homem—, valorizando a autodeterminação da personalidade e exaltando a natureza humana. Isso não significa, porém, que o Renascimento tenha sido incrédulo; foi, sim, anticlerical e antiascético. Idéias tão importantes ao homem medieval, como salvação, redenção, pecado original, não desaparecem, mas passam a ser secundárias. O sentimento religioso não desaparece, apenas deixa de ser primordial.








Obras de Camões

No século XVI o classicismo caracteriza-se pelo resgate de formas e valores da cultura clássica (greco-latina). O mais importante poeta do classicismo português é Luís de Camões, que escreve a maior epopéia da língua, Os Lusíadas, e também poesia lírica de inspiração petrarquista. Destacam-se também os franceses François Rabelais e Michel de Montaigne. Na Inglaterra William Shakespeare se destaca na poesia lírica e no teatro. Na Espanha, 6727Miguel de Cervantes faz uma sátira das novelas de cavalaria e cria o memorável personagem Dom Quixote e seu oposto, Sancho Pança, em Dom Quixote de la Mancha.


Os Lusíadas
A OBRA-PRIMA DE CAMÕES - Uma das mais importantes epopéias de todos os tempos, Os Lusíadas, segue o modelo das obras da Antiguidade clássica, como Ilíada e Odisséia, de Homero, e Eneida, de Virgílio. Camões utiliza a oitava rima (estrofe de oito versos com rimas no esquema abababcc) e o verso decassílabo, métrica conhecida como medida nova para narrar a viagem de Vasco da Gama às Indias e a história de Portugal até o momento da viagem (1498). No plano da realidade interfere a esfera mítica, em que deuses da mitologia greco-latina se mobilizam contra ou a favor da esquadra portuguesa.
Os Lusíadas de Camões
"Os Lusíadas"
(...)
"As armas e os barões assinaladosQue, da ocidental praia lusitana,Por mares nunca de antes navegados,Passaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçadosMais do que prometia a força humana,E entre gente remota edificaramNovo reino, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosasDaqueles Reis que foram dilatandoA Fé, o Império, e as terras viciosasDe África e de Ásia andaram devastando,E aqueles que por obras valerosasSe vão da lei da morte libertando:Cantando espalharei por toda parte,Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Cessem do sábio grego e do troianoAs navegações grandes que fizeram;Cale-se de Alexandro e de TrajanoA fama das vitórias que tiveram;Que eu canto o peito ilustre lusitano,A quem Netuno e Marte obedeceram.Cesse tudo o que a Musa antiga canta,
que outro valor mais alto se alevanta."(...)
(Camões)

Monday, March 20, 2006

Classicismoo Consacrazione dell'imperatore Napoleone I

Sunday, March 19, 2006

Classicismo

Quatro séculos depois do inicio do trovadorismo, surge em Portugal o classicismo, também chamado de Quinhentismo por ter se manifestado no século XVI, em 1527 (pela data), quando o poeta Sá de Miranda retorna da Itália trazendo as características desse novo estilo.

Contexto histórico do classicismo: renascimento

As grandes navegações fazem com que o homem do inicio do século XVI se sinta orgulhoso e confiante em sua capacidade criativa e em sua força: desafiar os mares, percorrer os oceanos, descobrir novos mundos, produzir saberes, desenvolver as ciências e transformá-las em tecnologia, tudo isso resulta no surgimento de um Homem muito diferente daquele existente na idade media e esse homem volta a ser o centro da sua própria vida (antropocentrismo). O que esse homem faz de melhor é em prol de si mesmo e isso se reflete também na arte e na literatura que ele produz nessa época. Esse caráter humanista ou antropocêntrico estava esquecido nas “trevas” da idade media, mas já havia existido na antiguidade (na civilização grega, por exemplo) e é porque, no inicio do século XVI, ocorre o ressurgimento ou renascimento do Antropocentrismo, que esse período da historia é chamado de renascimento. O renascimento é o momento histórico em que o homem produz grande quantidade e qualidade de obras artísticas e literárias; elas perdem o primitivismo e a ingenuidade de obras medievais e ganham um aprimoramento técnico que supera ate as obras da antiguidade: as cores se multiplicam, surge à noção de perspectiva, as formas humanas são concebidas de maneira mais nítida, no caso da arte. O “berço” do renascimento é a Itália.
O tema predominante nas obras artísticas e literárias do renascimento é sempre o homem e tudo que diz respeito a ele.

A literatura produzida no renascimento: o classicismo

À volta do mesmo espírito antropocêntrico da antiguidade faz com que o homem renascentista busque inspiração nos modelos artísticos e literários – nas obras – das antigas civilizações, principalmente nas da Grécia antiga. Assim, as características das obras da antiguidade são trazidas de volta e são também chamada de idade clássica e as obras produzidas naquela época são igualmente chamadas de clássicas. Como a obra renascentista possui as mesmas características da obra da antiguidade, também ela é chamada de clássica e esse período artístico e literário, de classicismo.

Características do classicismo renascentista:

Antropocentrismo
Presença de elementos da mitologia
Presença de elementos do cristianismo
Preciosismo vocabular
Obediência à versificação
Figuras (em especial de personificação)
Racionalismo (=objetividade)
Universalismo (=generalização)

Características do classicismo:

1- Imitação dos autores clássicos gregos e romanos da antiguidade: Homero, Virgílio, Ovídio, etc...
2- Uso da mitologia: Os deuses e as musas, inspiradoras dos clássicos gregos e latinos a parecem também nos clássicos renascentistas: Os Lusíadas: (Vênus) = a deusa do amor; Marte (o deus da guerra), protegem os portugueses em suas conquistas marítimas.
3- Predomínio da razão sobre os sentimentos: A linguagem clássica não é subjetiva nem impregnada de sentimentalismos e de figuras, porque procura coar, através da razão, todas os dados fornecidos pela natureza e, desta forma expressou verdades universais.
4- Uso de uma linguagem sóbria, simples, sem excesso de figuras literárias.
5- Idealismo: O classicismo aborda os homens ideais, libertos de suas necessidades diárias, comuns. Os personagens centrais das epopéias (grandes poemas sobre grandes feitos e heróicos) nos são apresentados como seres superiores, verdadeiros semideuses, sem defeitos. Ex.: Vasco da Gama em os Lusíadas: é um ser dotado de virtudes extraordinárias, incapaz de cometer qualquer erro.
6- Amor Platônico: Os poetas clássicos revivem a idéia de Platão de que o amor deve ser sublime, elevado, espiritual, puro, não-físico.
7- Busca da universalidade e impessoalidade: A obra clássica torna-se a expressão de verdades universais, eternas e despreza o particular, o individual, aquilo que é relativo.

Luis de Camões

Características da poesia de Luis Vaz de Camões

1- Poesia elaborada sobre uma experiência pessoal múltipla.
2- Síntese entre a tradição literária portuguesa e as inovações introduzidas pelos ilalianizozntes do "dolce stil nuevo": redondilhas > inovações formais (decassílabo) Mote glosado > inovações temáticas (amor platônico e seus paradoxos)

A lira de Luis Vaz de Camões

1- Visão da natureza (idal clássico que se caracteriza pela harmonia, ordem e racionalidade (a natureza é um exemplo)).
2- Concepção do amor: (Platonismo: O verdadeiro amor, amor puro, está no mundo das idéias).
3- O desconcerto do mundo (a razão desvenda o mundo sem sentido e sofre).
Inglith Helen

Thursday, March 16, 2006

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões
Juliete de S. Figueiredo

Características do Classicismo
  • Racionalismo: Nesse período, os autores tratavam de todos os temas levando em consideração principal a razão. Esse conceito também era levado para a vida cotidiana, isso ocorreu principalmente pela necessidade de compreender melhor o mundo e abolir a mentalidade teocentrista.
  • Universalismo: Os textos em geral passaram a ser escritos de forma universal, ou seja, não era escrito sobre determinada situação e sim por todo o conjunto possível para o ocorrido. Por exemplo na poesia de Luis de Camões, "Amor é fogo que arde sem se ver", nela ele não trata de seu próprio sentimento e sim abrange no conceito para todas as formas de amar.
  • Nacionalismo: Durante essa época, os europeus eram como os atuais americanos, super patriotistas e tinham o motivo pois, na epoca, a Europa estava bastante evoluida os estados e a cultura ja se encontravam solidificados e pelo fato da evolução das descobertas marítimas.
  • Formas de inspiração clássica: Nessa época foi criado o soneto, porém os escritores deram bastante enfase as formas literárias mais antigas como a écloga, a elegia, a ode, a epístola e o epitalâmio. Eles também retornaram ao gênero épico representado pela epopéia "Os Lusíadas".
Willian Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, Português: Linguagens
volume 1, ensino médio, 3º edição revista e ampliada, 5º reimpressão.
Juliete de S. Figueiredo